A primeira edição carioca da Hot Fair, em 2010, resultou em um ‘boom’ do mercado de produtos eróticos no Rio de Janeiro. De acordo com Paula Aguiar, presidente da Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual), o Estado ocupa hoje a segunda posição no ranking nacional, sendo superado apenas por São Paulo.
- O Rio representa hoje 17,5% do mercado do Brasil. Antes da feira do ano passado, esse número chegava somente a 11%. O Rio pulou do quarto para o segundo lugar. O primeiro é São Paulo, com mais de 50% do mercado.
A presidente da Abeme ressaltou que a tendência é de que o Estado alcance um crescimento ainda maior após a segunda feira erótica, que começou na quinta-feira (26) e vai até a meia-noite de domingo (29), no Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste.
- O povo daqui me surpreendeu muito. A aceitação é muito boa. As pessoas têm a mente aberta e estão dispostas a conhecer todas as novidades.
Os números comprovam o crescimento acelerado do mercado erótico brasileiro. Segundo a Abeme, em 2002 eram colocados à disposição cerca de 2.000 produtos. Hoje, já são aproximadamente 12 mil, como explicou Paula Aguiar.
Animada com o resultado que a feira causou no Rio, Paula antecipou que a Hot Fair terá sua terceira edição carioca no ano que vem. A data ainda será divulgada, assim como a realização do evento em outras capitais do país.
Produtos que aquecem a feira
Quem entra no saguão da feira fica perdido com tantas opções e cores ao redor. Dentre os milhares de produtos, alguns chamam especial atenção. Para os mais discretos, patinhos eróticos de várias cores e tamanhos são boa pedida. O menor é vendido por R$ 132 e o maior, que pode ter até plumas em volta do pescoço, sai a R$ 224.
A feira não deixa ninguém de lado, e quem estiver fora de forma também tem opções exclusivas, como lingeries que vão ate o número 56. O preço do conjunto gira em torno de R$ 100.
Os fetiches, obviamente, são ponto alto. Os fissurados em pés têm a opção do gel comestível. O homem ou a mulher só precisa passar no pé do parceiro ou da parceira e deixar a mente viajar, tudo isso por R$ 35.
Se alguém achou os patinhos, a lingerie ou até mesmo o gel caros, vai cair para trás quando der de cara com os R$ 1.000 cobrados por um vibrador do futuro. Vendido em uma caixa pomposa e com ar de artigo de luxo, o “brinquedinho” funciona conforme a batida da música. Para isso, basta conectá-lo a um aparelho de iPod.
Valéria Albuquerque, dona da loja que vende uma das peças mais caras da feira, contou que o produto é um sucesso.
- É uma novidade e chama a atenção. O fato de funcionar conforme a música gera muita curiosidade.
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