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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Apaixonados por Harley-Davidson gastam fortuna para estilizar motos




  
Se você tivesse R$ 350 mil sobrando na conta bancária, investiria em que? Esse é o preço médio de um apartamento de 55 m² na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, segundo o índice Fipe Zap. Daria para comprar também 12 carros populares novos no valor de R$ 29 mil cada ou aplicar tudo na poupança para faturar quase R$ 2.000 ao mês. Há quem prefira dedicar a quantia a uma paixão, como, por exemplo, personalizar uma motocicleta, do pedal ao guidão.
  Os modelos foram exibidos na Marina da Glória, na zona sul do Rio, no último final de semana, em uma feira que reuniu milhares de aficionados pelo mundo das duas rodas.
- De todas as motos que eu trouxe, a mais cara está avaliada em R$ 350 mil e, se fosse comparada a um carro, seria um Fórmula 1. São 2.100 cilindradas no motor, com roda sólida de alumínio, bem como o chassi e o paralama (veja esse modelo e outros na galeria de fotos e no vídeo abaixo).
A fim de demonstrar a potência desse motor, Medrano deu uma pausa na entrevista, ligou a moto e acelerou sem sair do lugar. Os visitantes desviaram o olhar do palco, onde os covers dos Beatles faziam uma apresentação, e prestaram atenção no ronco da Harley-Davidson, como se ouvissem uma sinfonia.
Imediatamente, outros expositores de motos estilizadas responderam com mais barulho. Para os "harleiros", como os amantes de Harley-Davidson se chamam, o som do motor faz parte do fetiche. No estacionamento do evento, a quantidade de cores e modelos era enorme. Cada motociclista - atenção, não os chame de motoqueiros - procura dar um toque particular a seu “filho”.
As roupas usadas pelos donos das máquinas também são personalizadas. Nos tradicionais coletes, quase sempre couro, os broches ou bordados contam um pouco sobre a história de cada um. Os que gostam de dirigir na estrada carregam no peito bandeiras dos destinos visitados, enquanto outros preferem dar destaque aos escudos dos clubes de motociclistas aos quais pertencem.
Apesar do visual com tons escuros, existe a preocupação em desmistificar a “fama de mau” atrelada aos integrantes dessa turma. O militar do Exército Jorge Junior, que visitou o Rio Harley Days acompanhado pela mulher e a filha, destacou o clima familiar do encontro.
- Aqui todo mundo é de bem, simpático. Não somos como aqueles motociclistas mal encarados que apareciam nos filmes de antigamente, que sempre eram vilões. Aliás, há muitos grupos aqui reunidos que têm o hábito de praticar ações de caridade.

Moto na sala
Com o discurso de que a “moto é como uma cachaça, só se larga uma para trocar por outra”, Jorge Júnior fez a mulher sentir ciúmes da Harley-Davidson no começo do relacionamento. Ele já chegou a guardar a moto no meio da sala, como objeto de decoração, até que Evelise Mariane percebeu que não poderia competir com a máquina.
- Como não deu para pedir que ele escolhesse entre mim e a moto, tive que me adaptar. E depois de um tempo passei a compartilhar da paixão.
A filha do casal, Fernanda, tem nove anos e quer chegar rápido aos 18 para ter a própria moto. Enquanto isso, Clarimar Soares, aos 86 anos, desfilava pelo evento orgulhoso pelo status de mais antigo condutor de Harley-Davidson do Brasil.
- Comprei a primeira ainda na década de 40. E continuo andando. Não posso parar, senão eu caio.

Um comentário:

  1. A exposição foi fantastica e o dia ajudou tambem.
    Eu fiquei feliz com o convite que recebi para ir à feira.
    Valeu a pena.

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Comentários:

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